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O maior megaprojeto do mundo custará impressionantes $ 137.000.000.000

O maior megaprojeto do mundo custará impressionantes $ 137.000.000.000

A China está prestes a elevar a engenharia civil a um novo patamar com o que promete ser o maior megaprojeto hidrelétrico da história. Situada no rio Yarlung Tsangpo, a nova usina ostenta um orçamento astronômico de 137 bilhões de dólares — o equivalente a cerca de 840 bilhões de reais —, uma cifra que eclipsa qualquer empreendimento similar já realizado.

Para se ter uma ideia da dimensão colossal, a nova barragem foi projetada para triplicar a produção de energia da usina das Três Gargantas, que hoje detém o título de maior instalação hidrelétrica do mundo. Enquanto a gigante das Três Gargantas processa 98,8 milhões de litros de água por segundo e gera 0,54 TWh diariamente, o projeto no rio Yarlung Tsangpo almeja números muito mais ambiciosos.

O desafio de engenharia é tão vasto quanto o investimento. O plano exige a perfuração de quatro túneis massivos, cada um com 20 quilômetros de extensão, cortando a montanha Namcha Barwa para redirecionar o curso natural do rio tibetano.

Embora o governo chinês apresente a obra como um pilar fundamental para a sustentabilidade e o crescimento econômico regional, o projeto enfrenta críticas severas. Geólogos alertam para a perigosa localização da obra: uma zona de intensa atividade tectônica. Especialistas do Departamento Geológico de Sichuan já manifestaram preocupações sobre como a construção pode desencadear deslizamentos de terra e fluxos de lama, eventos muitas vezes impossíveis de conter.

O maior megaprojeto do mundo custará impressionantes $ 137.000.000.000

Além dos riscos geológicos, há um forte componente geopolítico. O rio Yarlung Tsangpo é uma artéria vital que alimenta países vizinhos, como Índia e Bangladesh. A possibilidade de a China exercer controle unilateral sobre esse recurso hídrico gera tensões diplomáticas, com especialistas do Instituto Lowy apontando que o projeto pode impactar diretamente a segurança econômica das nações a jusante.

O aspecto social também é um ponto de conflito. O histórico de obras desse porte no Tibete revela um cenário de resistência. Relatos de protestos — como os vistos na usina de Gangtuo — evidenciam o descontentamento das populações locais que enfrentam o deslocamento forçado. Embora as autoridades chinesas declarem que os moradores estão sendo realocados com compensações financeiras e proteção ao patrimônio cultural, o clima na região permanece tenso.

Enquanto Pequim defende seu direito soberano de explorar os recursos hídricos para atingir metas climáticas e de energia, o mundo observa com cautela. Se concluída, a usina não será apenas uma maravilha da tecnologia, mas um marco controverso que redefinirá a infraestrutura global, equilibrando promessas de energia limpa contra riscos ambientais e geopolíticos de proporções monumentais.

Paulo Bravo

Paulo Bravo

CEO e Fundador do Blog Detalhe Curioso (2025). Sua principal fonte de Curiosidades e Mistérios baseados em Fatos Reais. Veja mais artigos →