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Primeiras palavras trágicas de comissários resgatados dos destroços do acidente na Coreia do Sul

Primeiras palavras trágicas de comissários resgatados dos destroços do acidente na Coreia do Sul

O Aeroporto Internacional de Muan, na Coreia do Sul, foi palco de uma tragédia devastadora. O voo 2216 da Jeju Air terminou em um desastre aéreo que resultou em 179 mortes, deixando apenas dois sobreviventes. O acidente aconteceu no dia 29 de dezembro, quando a aeronave apresentou falhas técnicas no trem de pouso, forçando uma aterrissagem de emergência que terminou em colisão contra um muro de concreto e um incêndio subsequente.

Entre os sobreviventes está um homem de 33 anos, identificado apenas como Lee, que se recupera no Hospital da Universidade Feminina Ewha, em Seul. Ainda desorientado logo após recuperar a consciência, ele perguntou aos médicos o que havia ocorrido e por que estava ali. Segundo relatos, Lee afirmou: "Quando acordei, já tinha sido resgatado". De acordo com o diretor do hospital, Ju Woong, embora o paciente esteja lúcido e sem perda de memória, seu estado é grave. Ele sofreu múltiplas fraturas nas costelas e lesões traumáticas na coluna, o que traz o risco preocupante de paralisia.

A segunda sobrevivente é uma comissária de bordo de 25 anos. Ela também recebe cuidados médicos no mesmo hospital, tratando lacerações no couro cabeludo e uma fratura no tornozelo. Além disso, a equipe médica realiza exames abdominais preventivos, mantendo um prognóstico otimista para sua recuperação total. Por questões de segurança e perícia, o Aeroporto de Muan permanece temporariamente fechado.

Primeiras palavras trágicas de comissários resgatados dos destroços do acidente na Coreia do Sul

A estrutura do local se tornou foco de críticas intensas. David Learmount, especialista da revista Flight International, classificou a presença do muro de concreto como "criminosa" em entrevista à Sky News. Para ele, tal barreira é inaceitável em um aeroporto e contribuiu severamente para a tragédia. Apesar da fatalidade, Learmount pontuou que o piloto conseguiu realizar um pouso tecnicamente notável, considerando as circunstâncias críticas e a velocidade no momento do impacto.

A situação da companhia aérea tornou-se ainda mais delicada menos de 24 horas após o desastre, quando outro avião da Jeju Air apresentou falhas similares no trem de pouso. Song Kyung-hoon, representante da empresa, explicou que um alerta no sistema foi detectado logo após a decolagem. O capitão conseguiu normalizar o mecanismo, mas optou por retornar ao aeroporto para uma inspeção rigorosa.

Diante da recorrência desses problemas, as autoridades sul-coreanas abriram uma investigação profunda sobre os protocolos de segurança de todos os modelos Boeing 737-800 operados no país. O objetivo é identificar falhas sistemáticas e reforçar as normas de aviação civil, evitando que episódios tão dramáticos voltem a colocar vidas em risco.