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Mulher cujo pai é um dos canibais mais notórios do mundo relata o momento em que ele tentou “vender a alma dela”

Mulher cujo pai é um dos canibais mais notórios do mundo relata o momento em que ele tentou “vender a alma dela”

O nome de Isakin Drabbad, mundialmente conhecido como o Canibal de Skara, ficou marcado na crônica policial por um dos crimes mais macabros da Suécia. Em 2010, ele assassinou sua namorada, Helle Christensen, enquanto ela dormia. O horror foi além do homicídio: Drabbad esquartejou o corpo e consumiu partes da vítima, um ato que, após ser confessado às autoridades, rendeu-lhe uma internação psiquiátrica por ser considerado inimputável.

No entanto, o peso do legado de Drabbad estende-se muito além das paredes da instituição onde permanece detido. Recentemente, sua filha, Jamie Lee, decidiu quebrar o silêncio sobre a convivência perturbadora que teve com o pai durante a adolescência, revelando um lado ainda mais sombrio de sua personalidade.

Em um depoimento impactante ao projeto LADbible Stories, Jamie recordou um momento em que, fragilizada por pensamentos suicidas, buscou apoio no pai. A resposta de Drabbad, longe de ser um conselho de acolhimento, transformou-se em uma experiência traumática. Ele propôs um suposto ritual que, segundo ele, garantia felicidade e sucesso absoluto — desde que ela estivesse disposta a "vender sua alma ao diabo".

Jamie descreve que o pai a fez sentar-se com ele, de mãos dadas, enquanto ditava palavras por cerca de dez minutos ininterruptos. A experiência, segundo ela, rapidamente se tornou algo aterrorizante. Logo após o encerramento das orações, Jamie relatou uma sensação física de mal-estar extremo, como se estivesse flutuando em um vácuo de escuridão profunda, cercada por entidades invisíveis.

Mulher cujo pai é um dos canibais mais notórios do mundo relata o momento em que ele tentou “vender a alma dela”

O pai, agindo como um mentor de pesadelos, teria afirmado que aquelas presenças agora a acompanhariam pelo resto de seus dias. Jamie recorda o pânico paralisante que tomou conta dela; ela descreveu aquelas figuras como demônios e sentiu um medo tão avassalador que, naquele instante, acreditou estar perdendo a sanidade e chegando ao fim de sua vida, a ponto de se despedir da mãe.

O ciclo de manipulação psicológica só foi interrompido quando a mãe de Jamie descobriu o que havia acontecido. Ao confrontar as atitudes abusivas de Drabbad e oferecer o suporte emocional necessário, ela conseguiu retirar a filha daquela espiral de terror.

O relato de Jamie Lee oferece uma perspectiva rara sobre a vida privada de um homem cujo nome se tornou sinônimo de abjeção. Mais do que um retrato sobre crimes, a história expõe as cicatrizes psicológicas profundas deixadas pela convivência com um indivíduo capaz de submeter a própria filha a um ambiente de medo, manipulação e trauma duradouro.