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Homem que segurou o corpo de Pablo Escobar em um telhado expõe “grande mentira” sobre a morte do traficante

Homem que segurou o corpo de Pablo Escobar em um telhado expõe “grande mentira” sobre a morte do traficante

Pablo Escobar, o lendário barão da cocaína que transformou a Colômbia no epicentro do tráfico mundial nos anos 80 e 90, teve sua trajetória amplamente romantizada pela cultura pop. No entanto, por trás da ficção de produções como a série Narcos, existem relatos cruciais que só agora revelam a realidade nua e crua do dia em que seu império de terror ruiu. Steve Murphy e Javier Peña, os agentes da DEA que dedicaram anos à caçada do líder do Cartel de Medellín, decidiram abrir o jogo e colocar um ponto final em especulações históricas.

A perseguição a Escobar foi um desafio que durou seis anos, marcado por um cenário de extrema violência e corrupção sistêmica. Após o rastreamento bem-sucedido via interceptação telefônica em um bairro de Medellín, a operação liderada pelo coronel Hugo Martínez culminou em um tiroteio decisivo em cima de um telhado. Foi ali que a vida do criminoso chegou ao fim, e onde Steve Murphy, presente na cena e munido da única câmera funcional da equipe, registrou as imagens que rodariam o mundo.

Homem que segurou o corpo de Pablo Escobar em um telhado expõe “grande mentira” sobre a morte do traficante

Entre essas fotos, uma tornou-se particularmente famosa: Murphy aparece segurando o braço de Escobar. Embora o registro tenha gerado críticas da DEA na época — por desviar o foco da importância da polícia colombiana na operação —, ele serviu para um propósito histórico inesperado: desmascarar a teoria do suicídio.

Durante anos, sustentou-se a ideia de que o traficante teria usado sua própria arma para tirar a própria vida, evitando assim a captura. A tese foi reforçada publicamente por seu filho, Sebastián Marroquín. Murphy, contudo, refuta essa versão com base em evidências forenses visíveis nas fotografias. Ele aponta que, em um disparo à queima-roupa, seria esperado encontrar resíduos de pólvora e queimaduras ao redor da ferida na orelha direita de Escobar. Como nada disso é visível nas imagens, a hipótese de suicídio perde qualquer sustentação técnica.

Homem que segurou o corpo de Pablo Escobar em um telhado expõe “grande mentira” sobre a morte do traficante

Além do aspecto pericial, Murphy ressalta a impossibilidade física do ângulo do disparo e sugere que a narrativa do suicídio foi apenas uma tentativa de suavizar o passado violento de Escobar. Para o ex-agente, a história é simples: o traficante foi encurralado pelas autoridades colombianas e perdeu o confronto contra quem ele não deveria ter subestimado.

A morte de Escobar foi um alívio para uma Colômbia devastada por mais de 4 mil mortes atribuídas ao seu cartel. Hoje, Murphy e Peña dedicam-se a desmistificar a figura do criminoso, reforçando que, longe do glamour da dramatização, a queda do "Rei da Cocaína" foi fruto de um trabalho exaustivo, coragem da polícia local e cooperação internacional. Graças às evidências deixadas naquele telhado, uma das maiores lendas sobre o fim de Escobar foi, finalmente, desmentida.