E se, ao invés de ser enterrado ou cremado, você pudesse se tornar "aquamado" após a morte? Uma nova e intrigante opção surge para quem pensa em seu legado final.
A aquamação, também conhecida como hidromação ou incineração aquosa, propõe uma alternativa ao fogo da cremação. O processo envolve colocar o corpo em um recipiente especial, submetido a alta pressão e aquecido a cerca de 160°C, na presença de uma solução alcalina, geralmente hidróxido de potássio.
Diferente da combustão, a aquamação utiliza a água e o calor para dissolver o corpo, quebrando os tecidos moles e orgânicos ao longo de algumas horas. O resultado final são os ossos, que são então secos e transformados em um pó semelhante às cinzas da cremação.
Mas o que acontece com o líquido resultante? Ele é rico em aminoácidos e sais, funcionando como um excelente fertilizante natural. Isso significa que seus restos poderiam, literalmente, nutrir uma planta ou árvore, devolvendo você à natureza de uma forma simbólica e ecológica. Uma ideia para quem prefere que suas memórias floresçam em um jardim a ficarem guardadas em uma urna.
Caso a opção de fertilizante não seja desejada, o líquido pode ser neutralizado e descartado de forma segura em corpos d'água, cumprindo todas as regulamentações ambientais.
A aquamação também se destaca por seu impacto ambiental positivo. Empresas que oferecem o serviço, como a americana Bio-Response Solutions, destacam que o processo consome cerca de 90% menos energia que a cremação tradicional e não emite gases de efeito estufa. É uma despedida com uma pegada ecológica muito menor.
Portanto, ao planejar seu último ato, a aquamação surge como uma escolha inovadora, sustentável e com um toque de originalidade. Por que apenas se misturar com as cinzas quando se pode, de certa forma, fluir com a água e retornar à terra?