PUBLICIDADE

O CEO do ChatGPT, Sam Altman, revela exatamente quais empregos desaparecerão completamente devido à IA

O CEO do ChatGPT, Sam Altman, revela exatamente quais empregos desaparecerão completamente devido à IA

O debate sobre a substituição de trabalhadores humanos pela inteligência artificial deixou de ser um cenário hipotético de um futuro distante para se tornar uma realidade urgente. Sam Altman, CEO da OpenAI, decidiu abandonar as previsões vagas e foi direto ao ponto sobre quais áreas estão na linha de frente dessa transformação digital.

Durante um evento em Washington D.C., realizado ao lado de Michelle Bowman, vice-presidente do Federal Reserve, Altman foi categórico ao afirmar que nunca testemunhou uma revolução tecnológica com tamanha magnitude. No entanto, sua visão não é puramente alarmista: ele acredita que, enquanto algumas funções desaparecerão, categorias inteiramente novas de trabalho surgirão.

Setores como o de programação, por exemplo, vivem um momento de produtividade sem precedentes. Com o auxílio da IA, desenvolvedores estão conseguindo produzir até dez vezes mais. Como resultado, a demanda por software explodiu, valorizando ainda mais os profissionais que sabem aliar a criatividade humana ao poder da inteligência artificial.

Para as pequenas empresas, a IA funciona como um grande equalizador. Altman citou o exemplo de um motorista de aplicativo que transformou sua gestão ao usar o ChatGPT para cuidar de contratos, marketing, atendimento ao cliente e até lances de anúncios — tarefas que antes exigiriam uma equipe inteira. Sem essa tecnologia, o pequeno empreendedor provavelmente não teria escala para competir.

Quando o assunto é quem está em risco imediato, a resposta de Altman é contundente: o suporte ao cliente está com os dias contados. O executivo afirma que essas funções serão totalmente extintas à medida que a IA evoluir para sistemas capazes de resolver problemas complexos sem a necessidade de menus telefônicos ou transferências intermináveis. Para ele, a experiência será a de interagir com um agente altamente inteligente, capaz de realizar qualquer tarefa que um funcionário humano faria hoje.

Dados atuais sustentam essa tendência. Cerca de 30% das empresas americanas já integraram a IA para substituir tarefas anteriormente humanas, e a projeção é que esse número alcance 38% até o final de 2025.

Por outro lado, quem atua no trabalho físico — como na construção civil, fabricação e hospitalidade — pode respirar aliviado por enquanto. Segundo Altman, a complexidade de replicar a mobilidade e o discernimento humano em ambientes físicos ainda é um grande desafio para a tecnologia atual. Contudo, o executivo alerta que a robótica avançada deve transformar esse cenário nos próximos 3 a 7 anos.

Até mesmo na área da saúde, a tecnologia atuará como um braço de suporte, mas não como substituta. A empatia humana e a supervisão clínica continuam sendo pilares indispensáveis que, segundo Altman, garantem a esses profissionais um lugar seguro no mercado de trabalho.

Estamos vivendo uma transição em etapas. O impacto da IA começou no mundo digital e na produtividade intelectual, e o próximo grande capítulo, que envolverá a automação do mundo físico, está apenas começando a ser escrito.

Paulo Bravo

Paulo Bravo

CEO e Fundador do Blog Detalhe Curioso (2025). Sua principal fonte de Curiosidades e Mistérios baseados em Fatos Reais. Veja mais artigos →