Mais de duas décadas após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, um registro inédito do colapso das Torres Gêmeas, em Nova York, emergiu para oferecer uma nova perspectiva sobre aquele dia trágico. As imagens, que documentam os momentos de horror sob um ângulo até então desconhecido pelo público, foram capturadas por Kei Sugimoto a partir do telhado de um edifício localizado na 64 St Marks Place.
O material foi gravado com uma câmera Sony VX2000 equipada com um teleconversor. Sugimoto, que hoje tem 46 anos, relembrou em entrevista ao LADbible que, inicialmente, acreditou que o primeiro impacto era apenas um acidente grave. Sua percepção mudou instantaneamente ao presenciar o segundo avião atingir o complexo: naquele momento, ele teve a certeza de que se tratava de um ataque terrorista deliberado.
A descoberta ocorreu quase por acaso, enquanto Sugimoto organizava seus pertences e encontrou antigas caixas contendo fitas em formatos como Hi-8, Digital-8 e DV. Ao tentar recuperar o conteúdo, ele notou que o tempo já havia causado danos severos: cerca de um terço das gravações estava deteriorado pela desmagnetização, apresentando falhas ou dados perdidos.
Esse susto com a fragilidade das memórias físicas levou Sugimoto a uma corrida contra o tempo para digitalizar todo o seu acervo. Embora a gravação capture a fumaça densa saindo das torres com uma nitidez impressionante, o momento exato do impacto do segundo avião não está presente no vídeo. O autor explica que, ao ver o segundo impacto, correu para buscar seu equipamento, pressentindo que aquele registro seria vital.
A divulgação das imagens nas redes sociais gerou forte repercussão. Usuários no X (antigo Twitter) destacaram a exclusividade do ângulo, vindo de uma posição geográfica que trouxe novos detalhes visuais do colapso. No Reddit, o achado provocou reflexões sobre a quantidade de registros históricos que podem estar escondidos em acervos pessoais, sótãos e porões ao redor do mundo.
Mesmo com a vasta cobertura jornalística da época, o novo material de Sugimoto se soma ao importante arquivo visual que documenta um dos eventos mais marcantes do século XXI, reforçando como a história continua sendo redescoberta mesmo após 23 anos.