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Mulher morreu com ‘sangue escorrendo dos olhos’ um dia após ser informada de que não tinha a doença

Mulher morreu com ‘sangue escorrendo dos olhos’ um dia após ser informada de que não tinha a doença

No verão de 2023, o Reino Unido foi abalado por uma tragédia que expôs falhas críticas no sistema de saúde e os perigos silenciosos da meningite. Sophie Ward, uma jovem de apenas 20 anos, faleceu menos de 24 horas após receber alta hospitalar, mesmo após sua família ter alertado repetidamente a equipe médica sobre a possibilidade de ela estar com meningite.

Tudo começou no dia 30 de julho, quando Sophie foi acometida por febres altas e calafrios intensos. Por orientação telefônica do serviço de saúde britânico, ela foi levada ao Hospital Barnet, em Londres. Ao chegar, a família encontrou um ambiente sobrecarregado.

Apesar dos avisos dos familiares sobre os sintomas clássicos da meningite — rigidez no pescoço e sensibilidade à luz —, o atendimento demorou. Após exames de sangue, urina e uma tomografia, os médicos não encontraram alterações e liberaram a jovem, ignorando a solicitação da família por uma punção lombar, exame considerado mais conclusivo para a doença.

Mulher morreu com ‘sangue escorrendo dos olhos’ um dia após ser informada de que não tinha a doença

A alta foi dada por volta das 22h, com a recomendação genérica de retornar apenas se manchas na pele surgissem. Menos de quatro horas depois, o estado de Sophie piorou drasticamente. Ela começou a vomitar sem parar e a febre atingiu níveis críticos. Em uma mensagem enviada a uma amiga, a jovem desabafou: “Nunca me senti tão mal na vida”.

Ao perceber novas manchas no pescoço e nas costas da filha, a mãe de Sophie chamou a emergência novamente. Durante o trajeto de volta ao hospital, a situação tornou-se desesperadora: testemunhas relataram que sangue escorria dos olhos da jovem, um sinal alarmante de septicemia avançada, frequentemente associada à meningite bacteriana.

Mulher morreu com ‘sangue escorrendo dos olhos’ um dia após ser informada de que não tinha a doença

Apesar dos esforços da equipe médica para reanimá-la após paradas cardíacas, Sophie não resistiu e faleceu na tarde do dia 31 de julho. A autópsia confirmou a fatalidade: meningite bacteriana acompanhada de septicemia generalizada.

O caso desencadeou uma investigação rigorosa para apurar se a morte poderia ter sido evitada. Enquanto buscam respostas, os pais de Sophie têm honrado sua memória com ações solidárias. O pai, Paul, iniciou campanhas de arrecadação para a organização Meningitis Now, superando a marca de 20 mil libras em doações para financiar pesquisas e conscientizar sobre a gravidade da doença.

A história de Sophie serve como um alerta trágico sobre a rapidez com que a meningite pode progredir. Especialistas ressaltam que, em casos suspeitos, a cautela médica é indispensável e protocolos diagnósticos mais precisos precisam ser priorizados, uma vez que sintomas iniciais costumam ser confundidos com infecções virais comuns. A luta da família agora é para que o diagnóstico precoce seja levado mais a sério e que outras famílias não passem pelo mesmo pesadelo.