Um ataque brutal e perturbador chocou o sistema de transporte de Nova York na manhã do último domingo (22). Uma mulher morreu tragicamente após ser incendiada dentro de um trem da linha F, que estava parado na estação Coney Island-Stillwell Avenue, no Brooklyn. O crime ocorreu por volta das 7h30 da manhã.
De acordo com a comissária de polícia Jessica Tisch, as câmeras de vigilância registraram o momento exato em que um homem se aproximou da vítima e, com um isqueiro, ateou fogo às roupas dela. A mulher, que teve sua identidade preservada pelas autoridades, não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda no local.
A resposta das forças de segurança foi rápida. Graças a um esforço conjunto que envolveu a análise de imagens e denúncias de testemunhas, um suspeito foi localizado e preso poucas horas depois em um trem na estação Herald Square. Durante a abordagem, os policiais encontraram um isqueiro com o homem.
O suspeito, que teria imigrado da Guatemala para os Estados Unidos em 2018, possui traços físicos condizentes com as descrições iniciais: cerca de 1,68m de altura, aproximadamente 68 quilos e idade entre 25 e 30 anos. No momento do ataque, ele vestia um moletom cinza com capuz, calças com marcas de tinta e botas.
A comissária Tisch destacou que a prisão foi um exemplo fundamental de colaboração entre a polícia e os cidadãos. O chefe de trânsito da NYPD, Joseph Gulotta, reforçou a importância dessa parceria, classificando o crime como hediondo e agradecendo às três testemunhas que entraram em contato com os serviços de emergência logo após o ocorrido.
Até o fechamento das apurações, o suspeito permanecia sob interrogatório. A polícia de Nova York ainda busca esclarecer a motivação por trás do ataque, enquanto as investigações seguem em curso para reunir todas as provas necessárias sobre o caso.