Utilize o ícone de pesquisa na barra abaixo, busque pelas primeiras palavras da matéria que deseja ler para a encontrar.
PUBLICIDADE

Motivo pelo qual o papa Leão não visitará os EUA enquanto Trump estiver no cargo

Motivo pelo qual o papa Leão não visitará os EUA enquanto Trump estiver no cargo

As relações diplomáticas entre o Vaticano e a Casa Branca vivem um período de desgaste inédito na história contemporânea. No centro dessa disputa está o Papa Leão XIV, o primeiro pontífice nascido em solo americano. Robert Francis Prevost, nome de batismo do Papa — natural de Chicago e detentor de cidadania americana, peruana e vaticana —, mantém uma postura que coloca o Vaticano em rota de colisão direta com a administração de Donald Trump.

A crise escalou após o discurso anual do Papa ao corpo diplomático, em janeiro de 2026. Na ocasião, Leão XIV criticou severamente as nações que fomentam conflitos globais. A resposta do Pentágono foi imediata e atípica: autoridades militares solicitaram uma reunião formal com o Cardeal Christophe Pierre, então enviado pessoal do pontífice nos Estados Unidos.

O descontentamento do governo americano girou em torno do que Washington interpretou como ataques hostis às suas políticas. O ponto nevrálgico da discórdia foi a crítica papal à chamada Doutrina Donroe — uma reinterpretação da antiga Doutrina Monroe, na qual Trump defende o controle exclusivo dos Estados Unidos sobre o Hemisfério Ocidental.

O Pentágono sentiu-se particularmente visado por um trecho do discurso em que o Papa lamentou a substituição da diplomacia do diálogo e do consenso pela "diplomacia da força". Fontes do Vaticano indicam que o setor militar recebeu a fala com grande irritação. Como resposta, Leão XIV declinou formalmente do convite de Trump para participar das celebrações do 250º aniversário da independência dos Estados Unidos.

Em um gesto carregado de simbolismo, o Papa decidiu que, em vez de marcar presença em Washington no feriado de 4 de julho, visitará a ilha de Lampedusa. O local, principal porta de entrada para migrantes africanos na Europa, serve como um palco para o pontífice reforçar seu posicionamento contrário às políticas migratórias da gestão Trump.

Diante do cenário, um oficial do Vaticano foi direto ao ser questionado sobre futuras visitas papais ao território americano: "o Papa pode muito bem nunca visitar os Estados Unidos sob esta administração". Em contrapartida, o Departamento de Defesa minimizou o conflito, descrevendo o encontro com o representante papal como uma "discussão respeitosa e razoável" e negando qualquer animosidade.

A tensão ganhou contornos ainda mais graves após Donald Trump sugerir, através da rede social Truth Social, a possibilidade de extermínio da civilização iraniana. Leão XIV repudiou a ameaça publicamente, classificando-a como "intolerável" e "inaceitável". Embora um cessar-fogo de duas semanas tenha sido anunciado logo em seguida — o que foi recebido com satisfação pelo pontífice —, o episódio evidenciou as profundas divergências sobre soberania nacional e intervenções armadas que definem o início de 2026 para essas duas lideranças.

Paulo Bravo

Paulo Bravo

CEO e Fundador do Blog Detalhe Curioso (2025). Sua principal fonte de Curiosidades e Mistérios baseados em Fatos Reais. Veja mais artigos →