Imagine ser parada por uma infração de trânsito que seria fisicamente impossível de cometer. Foi exatamente o que aconteceu com Kathleen Thomas, de 36 anos, em Lake Worth Beach, na Flórida. O que parecia o roteiro de uma comédia de erros tornou-se uma situação real e frustrante para a motorista.
Tudo começou no dia 11 de fevereiro, quando Kathleen dirigia pela North Dixie Highway. Um oficial do Gabinete do Xerife do Condado de Palm Beach a interceptou com uma acusação peculiar: ele alegava que ela estava segurando e manuseando um celular com a mão direita enquanto conduzia o veículo.
A resposta de Kathleen foi imediata e irônica: ela caiu na risada. Para provar o equívoco absurdo do agente, ela levantou o braço direito, revelando que possui apenas um membro residual. Não havia mão para segurar aparelho algum.
Apesar da evidência clara, o policial não recuou. Mesmo diante da realidade, ele insistiu na autuação, afirmando que viu "uma mão levantada" e exigindo a documentação da motorista. A cena, capturada pela câmera corporal da viatura, rapidamente ganhou as redes sociais pela surrealidade do confronto.
O resultado da insistência do agente foi uma multa de 116 dólares por uso de dispositivo sem fio ao volante. Na Flórida, a lei proíbe a digitação ou inserção manual de caracteres enquanto se dirige, embora permita o uso de GPS e chamadas por voz.
Indignada, Kathleen decidiu levar o caso aos tribunais. Em uma audiência virtual, ela declarou sua inocência e recusou qualquer acordo, determinada a provar o erro do sistema.
A persistência de Kathleen valeu a pena. Antes que o julgamento ocorresse, o próprio policial solicitou a retirada da acusação, citando "falta de provas". O episódio, que expôs uma falha gritante de percepção durante uma abordagem, terminou com a anulação da multa, mas não sem antes deixar a motorista e o público atônitos com a situação bizarra.