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Mãe teria ajudado filho de 13 anos a planejar massacre escolar “como recompensa por tomar conta do irmão”

Mãe teria ajudado filho de 13 anos a planejar massacre escolar “como recompensa por tomar conta do irmão”

Um caso sem precedentes no Texas chocou a opinião pública e forçou as autoridades a reescreverem os limites da responsabilidade criminal. Ashley Pardo, residente do Condado de Bexar, tornou-se a primeira pessoa na região a ser formalmente acusada de "auxiliar na prática de terrorismo". A acusação é grave: ela é suspeita de ajudar o próprio filho, de apenas 13 anos, a planejar um ataque à Rhodes Middle School, em San Antonio.

As investigações revelaram um cenário alarmante. Documentos judiciais indicam que Pardo teria adquirido equipamentos táticos, munições e carregadores prontos para uso, entregando-os ao adolescente. De forma estarrecedora, os relatos sugerem que esses itens perigosos foram oferecidos ao garoto como uma espécie de "recompensa" por ele cuidar de seus irmãos mais novos.

O plano do jovem, movido por uma obsessão por atiradores supremacistas brancos, era detalhado. Entre as provas apreendidas, a polícia encontrou mapas da escola com marcações sinistras, incluindo uma rota rotulada como "caminho suicida". Além disso, o histórico do adolescente já apresentava sinais claros de perigo: ele foi flagrado manipulando projéteis com um martelo e pesquisando o massacre ocorrido na Nova Zelândia em 2019, chegando a declarar para a avó que planejava "ficar famoso", em alusão ao autor do atentado de Christchurch.

A situação de Ashley Pardo se agravou com a descoberta de uma foto perturbadora, que levou a uma acusação adicional de negligência criminosa e colocar uma criança em risco. Na imagem, Pardo aparece segurando uma arma apontada para a cabeça de um bebê de 11 meses, enquanto a criança tenta alcançar o cano da arma. Em mensagens anexadas ao processo, a mãe se referia ao bebê de forma depreciativa.

Mãe teria ajudado filho de 13 anos a planejar massacre escolar “como recompensa por tomar conta do irmão”

A busca realizada na residência da família revelou um ambiente de radicalização extrema. Os policiais encontraram suásticas, símbolos da SS nazista e referências a slogans de supremacia branca, além de um dispositivo explosivo improvisado e listas com nomes de assassinos em massa. Diante disso, o chefe de polícia de San Antonio, William McManus, classificou o comportamento de Pardo como "abominável", destacando a indiferença da mãe diante do risco que o filho representava.

O caso também levanta questionamentos sobre a segurança escolar. O adolescente já havia sido flagrado com desenhos violentos e mapas da instituição, mas, após passar por um programa alternativo, foi autorizado a retornar às aulas. Quatro dias após o retorno, em 12 de maio, ele apareceu na escola usando vestimentas táticas, máscara e camuflagem, o que levou à sua detenção imediata e ao desdobramento das investigações que culminaram na prisão da mãe.

Atualmente, Ashley Pardo está proibida de manter contato com os filhos e deve cumprir medidas cautelares rigorosas, como o uso de tornozeleira eletrônica. Enquanto isso, o adolescente enfrenta acusações criminais, e o processo segue em investigação, deixando a comunidade em alerta sobre a importância de monitorar sinais de perigo e a responsabilidade de quem deveria zelar pela segurança dos menores.

Paulo Bravo

Paulo Bravo

CEO e Fundador do Blog Detalhe Curioso (2025). Sua principal fonte de Curiosidades e Mistérios baseados em Fatos Reais. Veja mais artigos →