O cenário geopolítico entre Irã, Israel e Estados Unidos atingiu um nível crítico de volatilidade. A escalada do conflito, que se intensificou severamente no final de fevereiro, foi marcada por ataques coordenados que atingiram diversos pontos do território iraniano, inclusive a capital, Teerã. Um dos episódios mais trágicos ocorreu quando um bombardeio atingiu uma escola primária, resultando na morte de 168 pessoas, sendo grande parte crianças. A catástrofe gerou um clamor internacional por um cessar-fogo imediato.
Em meio a esse clima de alta tensão, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã elevou o tom das represálias. Por meio da agência estatal IRNA, o grupo militar prometeu localizar e eliminar o primeiro-ministro israelense, referindo-se a ele como "assassino de crianças" e adicionando a inquietante ressalva: "se ele ainda estiver vivo".
O embate ganhou tração no dia 28 de fevereiro, após ações militares conjuntas de Israel e dos Estados Unidos contra alvos iranianos. Enquanto Washington e Tel Aviv justificaram as operações como uma estratégia de defesa contra ameaças regionais, o governo iraniano classificou os eventos como agressões diretas à sua soberania.
A situação tornou-se ainda mais bizarra em 12 de março, quando o gabinete de imprensa israelense divulgou um pronunciamento de Benjamin Netanyahu. Com mais de 30 minutos de duração, o vídeo trazia o premiê diante da bandeira do país, afirmando que Israel estaria "esmagando o Irã e o Hezbollah". Na ocasião, ele provocou o novo líder supremo iraniano, alegando que o governante estaria escondido e incapaz de aparecer em público.
Logo após a publicação, a internet foi tomada por uma teoria peculiar: internautas apontaram que, em certos frames, Netanyahu parecia exibir seis dedos em uma das mãos. Esse detalhe anatômico gerou uma onda de desinformação, com diversos veículos iranianos, como a agência Tasnim, sugerindo que o vídeo seria uma montagem feita por inteligência artificial e que o premiê já teria sido morto em um ataque ao seu bunker.
Especialistas em tecnologia, como Konstantin Levinzon, cofundador da Planet VPN, pontuaram que erros em mãos e articulações são, de fato, falhas comuns em IAs generativas. No entanto, a especulação foi desmentida. Agências de checagem independentes analisaram o material e não encontraram evidências de manipulação artificial. Em resposta aos rumores, o gabinete de Netanyahu classificou as teorias como "fake news" e garantiu que o primeiro-ministro está em segurança e em plena atividade.