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Homem de 44 anos fica com ‘danos permanentes’ após ‘erro’ de hotel deixá-lo perto da morte durante lua de mel

Homem de 44 anos fica com ‘danos permanentes’ após ‘erro’ de hotel deixá-lo perto da morte durante lua de mel

Uma viagem que deveria celebrar o início de uma vida a dois tornou-se um pesadelo traumático para o engenheiro aeroespacial Thomas Coupland, de 44 anos. O que era para ser uma lua de mel romântica em Sorrento, na Itália, terminou em uma batalha desesperada pela sobrevivência, deixando o britânico com sequelas que mudaram sua rotina para sempre.

O transtorno começou em maio do ano passado, logo após o casal retornar ao Reino Unido de uma estadia de uma semana em um hotel na região da Campânia, pela qual pagaram mais de 10 mil reais. O mal-estar de Thomas, inicialmente confundido com uma gripe forte, evoluiu rapidamente para febre alta, diarreia e uma severa dificuldade respiratória.

Homem de 44 anos fica com ‘danos permanentes’ após ‘erro’ de hotel deixá-lo perto da morte durante lua de mel

O quadro clínico se agravou a ponto de ele ser internado às pressas no Northern General Hospital, em Sheffield. O diagnóstico foi alarmante: seu coração batia a 214 batimentos por minuto, três vezes acima do normal. Thomas estava à beira de uma insuficiência cardíaca e precisou passar por um choque elétrico para restaurar o ritmo do órgão. Exames clínicos revelaram a causa: a doença dos legionários, uma infecção pulmonar grave provocada pela bactéria Legionella pneumophila.

De acordo com especialistas, essa bactéria se prolifera em sistemas de água complexos que recebem manutenção inadequada, como tubulações de hotéis, piscinas e chuveiros. Ao inalar gotículas de água contaminada, a vítima pode desenvolver complicações graves, como aconteceu com o engenheiro, cujo corpo acabou afetado sistemicamente pela demora no diagnóstico.

Homem de 44 anos fica com ‘danos permanentes’ após ‘erro’ de hotel deixá-lo perto da morte durante lua de mel

Thomas relata que o quarto do hotel era visivelmente precário, com crostas de calcário e mofo nos chuveiros, além de uma piscina com água esverdeada. O casal agora busca justiça e contratou uma assessoria jurídica especializada em lesões internacionais para investigar se a negligência na limpeza do hotel facilitou a proliferação da bactéria.

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A recuperação, contudo, é apenas parcial. Um ano após o episódio, o britânico sofre com fadiga crônica, arritmias e uma capacidade pulmonar reduzida. As limitações físicas são o que mais dói: ele não consegue mais praticar esportes ou brincar com o filho de três anos como fazia antes. A família, que hoje precisa arcar com custos extras de cuidadores, espera que seu relato sirva de alerta para que outros viajantes fiquem atentos à higiene dos locais onde se hospedam.

O caso de Thomas reforça a importância de observar sinais de alerta, como mofo em áreas úmidas, mau cheiro na água ou ferrugem em torneiras. Deixar a água correr por alguns minutos antes do uso é uma precaução simples, mas que pode ser vital. Para o casal, a luta agora segue no âmbito jurídico, com o objetivo de impedir que outros turistas vivam a mesma experiência traumática.