Nas redes sociais, um novo nome ganhou força: o educador sino-canadense Xueqin Jiang. Apelidado de "Nostradamus da China", ele conquistou a atenção de milhares após acertar previsões geopolíticas cruciais. Formado por Yale, Jiang utiliza o que chama de "psico-história" em seu canal no YouTube, Predictive History, para analisar padrões históricos e projetar cenários futuros.
Em 2024, o professor lançou três profecias que abalaram o cenário político. As duas primeiras — a vitória de Donald Trump nas eleições americanas e a eclosão de um conflito direto entre Estados Unidos e Irã durante o novo mandato — já se concretizaram.
A escalada do conflito, apelidada de "Operação Epic Fury", teve início em 28 de fevereiro de 2026, com uma ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra alvos iranianos. O ataque resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, desencadeando uma espiral de retaliações com mísseis que forçou o mundo a encarar uma nova realidade bélica.
O impacto global foi imediato. A instabilidade disparou os preços do petróleo, enquanto bombardeios se intensificavam. Trump, em declarações controversas, classificou o custo econômico como um "pequeno preço" pela segurança. Contudo, Jiang mantém uma visão pessimista sobre o desenrolar dessas hostilidades para Washington.
A terceira e mais impactante previsão do professor é direta: os Estados Unidos não sairão vencedores. "Não há absolutamente nenhuma maneira de a América vencer", afirmou Jiang, sustentando que o Irã se preparou por duas décadas para este momento. Segundo ele, o relevo montanhoso iraniano e a vasta extensão territorial tornam qualquer ocupação prolongada uma tarefa impossível para as forças americanas.
Durante uma entrevista ao programa Breaking Points, em março de 2026, Jiang reforçou sua análise. Ele descreveu o cenário como uma guerra de desgaste onde o Irã detém vantagens estratégicas. O professor destacou que a estratégia iraniana inclui sufocar a economia global, citando o bloqueio do Estreito de Ormuz — um ponto vital para o tráfego energético mundial e para o abastecimento de alimentos na região do Golfo.
À medida que o conflito se desenrola, as teorias do "Nostradamus da China" continuam a alimentar o debate público. Enquanto o mundo observa o desenrolar dessa crise, as palavras de Jiang servem como um alerta constante sobre a imprevisibilidade de um confronto que, segundo ele, tem o potencial de alterar permanentemente a ordem global.