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Ex-agente especial dos EUA revela uma forma simples de “ler as pessoas” focando em apenas duas coisas

Ex-agente especial dos EUA revela uma forma simples de “ler as pessoas” focando em apenas duas coisas

Como ler as pessoas sem precisar ser um especialista em linguagem corporal?

Muitas vezes, tentamos decifrar as intenções alheias analisando gestos, postura ou o movimento dos olhos. No entanto, Evy Poumpouras, ex-agente especial dos Estados Unidos e jornalista, defende uma técnica muito mais eficaz e menos complexa: em vez de olhar para o corpo, foque no estado mental em que a pessoa se encontra.

Segundo ela, a chave para entender alguém é identificar em qual “espaço mental” essa pessoa está operando naquele momento. Ao classificar o comportamento do outro, você consegue ajustar sua própria comunicação, evitando ruídos e tornando o diálogo muito mais fluido.

Poumpouras divide esse estado mental em duas categorias principais:

Pessoas que operam a partir da identidade estão centradas nelas mesmas e em suas emoções. Elas filtram tudo o que acontece ao seu redor através de suas próprias experiências, sentimentos e percepções.

Você reconhece esse perfil pelo vocabulário: frases como “eu sinto”, “eu acho” ou “eu acredito” são constantes. Esse estado é comum em momentos de vulnerabilidade ou quando o indivíduo precisa ser validado. O desafio aqui é que, por estarem tão focadas no “eu”, essas pessoas podem ter dificuldade em enxergar pontos de vista alheios ou focar em soluções práticas.

Já quem opera no modo instrumental tem o foco voltado exclusivamente para a tarefa e o objetivo. Aqui, a emoção é colocada em segundo plano. Evy, que viveu anos sob a pressão do Serviço Secreto americano, explica que, em ambientes de alta performance, não há tempo para dramas pessoais: o que importa é cumprir a missão, corrigir erros e avançar.

Pessoas nesse estado são diretas, objetivas e, por vezes, podem ser interpretadas como ríspidas ou frias. Não se trata de falta de sensibilidade, mas de uma busca por eficiência, clareza e agilidade.

A maioria dos atritos em uma conversa acontece justamente quando esses dois mundos colidem. Uma pessoa que busca conexão emocional pode se sentir desrespeitada por alguém que só quer “resolver o problema”. Ao mesmo tempo, quem está no modo instrumental pode perder a paciência com o que considera um excesso de subjetividade.

O segredo de uma comunicação de elite, segundo a ex-agente, é a percepção. Ninguém é estritamente um ou outro o tempo todo. Ao identificar se você ou o seu interlocutor estão agindo a partir da identidade ou da instrumentalidade, você ganha o controle da situação, conseguindo adaptar seu tom para que a mensagem seja realmente compreendida, em vez de apenas ouvida.

Paulo Bravo

Paulo Bravo

CEO e Fundador do Blog Detalhe Curioso (2025). Sua principal fonte de Curiosidades e Mistérios baseados em Fatos Reais. Veja mais artigos →