Um gesto de Elon Musk durante a cerimônia da segunda posse de Donald Trump, realizada na Capital One Arena, em Washington, tornou-se o epicentro de uma intensa controvérsia pública. Enquanto celebrava o início de um novo governo e compartilhava seu entusiasmo com o futuro da exploração espacial americana rumo a Marte, o CEO da Tesla e da SpaceX acabou alvo de duras críticas.
O momento que gerou a polêmica ocorreu quando, em um surto de empolgação, Musk bateu no peito e estendeu o braço direito para o alto, voltando-se para a bandeira dos Estados Unidos e declarando: “Obrigado por tornarem isso possível. Meu coração está com vocês”.
A reação da imprensa foi imediata. Durante uma transmissão ao vivo na CNN, as jornalistas Erin Burnett e Kasie Hunt questionaram o simbolismo do movimento, com Hunt afirmando que a atitude era “evocativa de coisas que vimos ao longo da história” e incomum em contextos políticos americanos. Nas redes sociais, as interpretações rapidamente escalaram, com muitos usuários associando o gesto a uma saudação nazista.
A Liga Antidifamação (ADL) tentou intervir no debate, classificando o ato como uma manifestação desajeitada de entusiasmo, e não como uma saudação de ódio. A organização destacou que, diante da atual tensão política, é necessário buscar mais compreensão e unidade.
No entanto, a interpretação da ADL foi duramente rebatida pela congressista Alexandria Ocasio-Cortez. Ela criticou a postura da organização, acusando-a de proteger o que ela classificou como uma saudação “Heil Hitler” e questionando a credibilidade da instituição como fonte de informação.
Musk não ficou em silêncio diante das críticas. Ele respondeu diretamente a Ocasio-Cortez, afirmando que a congressista “perdeu completamente a cabeça”. O bilionário ainda classificou o uso frequente da pecha de “nazista” como um recurso argumentativo ultrapassado e ineficaz, sugerindo que seus opositores deveriam buscar “truques sujos melhores”.
O incidente marcou a posse de Trump como o 47º presidente dos Estados Unidos, evento em que o magnata prometeu inaugurar uma “era dourada” para o país. Além da polêmica com o gesto, a presença de Musk na cerimônia também repercutiu por sua reação entusiasmada aos planos de levar humanos a Marte, momento que contrastou com a postura mais contida de Barron Trump, que estava ao seu lado no evento.