Uma tragédia incomum e assustadora paralisou o Aeroporto de Milão-Bergamo, na Itália, na última terça-feira, 8 de julho. Um homem de 35 anos, cuja identidade ainda não foi confirmada oficialmente, perdeu a vida após ser sugado pela turbina de um avião que se preparava para decolar. O acidente ocorreu por volta das 10h.
Segundo relatos da imprensa local, o homem conseguiu burlar a segurança e acessar o pátio de manobras, uma área restrita do aeroporto. Naquele momento, um Airbus A319 da companhia Volotea realizava a manobra de pushback — o procedimento em que a aeronave é empurrada para trás antes de acionar os motores para seguir rumo à pista.
A vítima foi atingida pelo turboventilador do motor durante essa fase de preparação. Especialistas explicam que, quando acionados, motores desse porte operam sob uma força de sucção avassaladora, girando a até 15 mil rotações por minuto, o que torna qualquer proximidade física extremamente perigosa.
A Sacbo, empresa que administra o aeroporto, confirmou o incidente na pista de táxi e informou que a polícia já iniciou uma investigação minuciosa. Em comunicado, a Volotea lamentou o ocorrido e esclareceu que o indivíduo não possuía qualquer vínculo com o voo V73511, nem era funcionário da companhia ou da infraestrutura aeroportuária.
Felizmente, as 160 pessoas a bordo — entre passageiros e tripulantes — não sofreram ferimentos físicos. No entanto, diante da gravidade do trauma, a empresa aérea disponibilizou suporte psicológico a todos os envolvidos e providenciou a reacomodação do voo com destino às Astúrias, na Espanha, para o final da tarde.
O impacto nas operações do aeroporto foi imediato. As atividades foram suspensas até o meio-dia para permitir o trabalho da perícia e das equipes de emergência, resultando em cancelamentos, atrasos e desvios de pelo menos 19 voos. A área foi isolada para que agentes da polícia e bombeiros pudessem realizar o resgate e o levantamento de evidências.
Agora, o foco das autoridades italianas é esclarecer a falha de segurança: como um civil conseguiu atravessar as barreiras e acessar uma zona de segurança máxima? A resposta a essa pergunta é o ponto central da investigação que busca entender as circunstâncias exatas que levaram a esse desfecho fatal.