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Conversa arrepiante que os pilotos tiveram segundos antes do acidente da Air India que matou 260 pessoas

Conversa arrepiante que os pilotos tiveram segundos antes do acidente da Air India que matou 260 pessoas

Tudo parecia normal na movimentada Ahmedabad, na Índia, pouco depois das 13h30. Um voo comercial da Air India, lotado de passageiros, ganhava os céus após a decolagem. No entanto, o que deveria ser uma viagem de rotina transformou-se em uma tragédia inexplicável. O Boeing 787 Dreamliner não completou sua subida; em vez disso, desviou de sua trajetória e mergulhou em direção ao solo, chocando-se contra o alojamento de uma faculdade de medicina em uma zona densamente povoada.

O saldo da colisão foi devastador: 242 pessoas a bordo perderam a vida, com a exceção quase milagrosa de um passageiro britânico de 40 anos, Vishwash Kumar Ramesh, que sobreviveu aos destroços. Em solo, a queda atingiu outros edifícios, ceifando a vida de mais 19 pessoas. Ao todo, 261 vidas foram interrompidas em questão de segundos.

O que teria levado um jato moderno a perder potência logo após decolar? A resposta começou a ser desvendada através das caixas pretas e da gravação de áudio da cabine (CVR). O conteúdo revelou um diálogo tão curto quanto aterrorizante.

De acordo com o relatório da Agência de Investigação de Acidentes Aeronáuticos da Índia, o avião atingiu cerca de 333 km/h quando, subitamente, os interruptores de combustível dos dois motores foram movidos para a posição "CUTOFF" (cortado), com apenas um segundo de intervalo entre cada ação.

Nesse exato momento, o áudio capturou a confusão dos tripulantes. Um dos pilotos questionou, visivelmente tenso: "Por que você cortou?". A resposta do outro foi imediata e desesperadora: "Eu não fiz isso!". Nenhum dos dois assumiu a autoria do comando, deixando o mistério sobre quem ou o que desligou o fornecimento de energia da aeronave.

Os dados técnicos mostram que, em uma tentativa desesperada de corrigir a falha, os pilotos moveram os interruptores de volta para a posição "RUN" dez segundos após o corte. Embora o sistema de gerenciamento de motores (FADEC) tenha tentado religar o sistema automaticamente, a aeronave estava muito baixa e a perda de potência foi rápida demais para qualquer manobra de recuperação.

O avião atingiu cinco edifícios e o combustível espalhado gerou um incêndio de grandes proporções, dificultando ainda mais o resgate. Até hoje, a breve e perturbadora troca de frases entre os pilotos permanece como o último registro de uma catástrofe que desafia explicações simples sobre falha humana ou técnica.