O caso Jeffrey Epstein, que há anos assombra figuras poderosas e influentes, voltou ao centro do furacão com a revelação de novos documentos judiciais. Entre as personalidades mencionadas está Bill Gates, o fundador da Microsoft, que se viu obrigado a vir a público para rebater alegações escandalosas que ganharam força na mídia global.
O ponto de discórdia gira em torno de um e-mail de 2013, atribuído a Epstein. O texto, que sugere um comportamento impróprio e até menções a doenças sexualmente transmissíveis envolvendo jovens russas, teria sido endereçado a Gates. Contudo, investigações indicam que a mensagem nunca foi enviada, servindo apenas como um registro interno do próprio Epstein, o que levanta suspeitas sobre a motivação por trás desse escrito.
Em uma entrevista concedida à TV australiana, Bill Gates foi categórico ao classificar o conteúdo do e-mail como falso. Ele argumentou que a própria origem do documento — uma mensagem escrita pelo financista para si mesmo — reforça a natureza duvidosa das alegações ali contidas.
O bilionário confirmou ter conhecido Epstein em 2011, participando de jantares ocasionais. Segundo Gates, a motivação inicial era exclusivamente filantrópica: ele acreditava que Epstein poderia abrir portas com investidores para alavancar fundos destinados à saúde global. Hoje, ele admite que essa foi uma decisão equivocada. O fundador da Microsoft expressou arrependimento por qualquer minuto que tenha passado ao lado do criminoso e negou categoricamente ter visitado a ilha de Epstein ou mantido qualquer tipo de envolvimento pessoal com as vítimas.
O escândalo também ecoou dentro do círculo familiar do magnata. Sua ex-esposa, Melinda French Gates, abordou o tema no podcast Wild Card, da NPR. Sem entrar em detalhes sobre o comportamento específico do ex-marido, ela enfatizou que as respostas sobre esses encontros devem partir diretamente de quem participou deles. Melinda ressaltou a dor e o sofrimento das vítimas e declarou que a exposição de casos como o de Epstein é um passo necessário para um acerto de contas social, onde histórias silenciadas por anos finalmente ganham o devido peso e exigem uma resposta rigorosa da sociedade.