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As mensagens de texto nojentas que mãe enviou secretamente para a própria filha em um terrível caso de catfishing que durou 2 anos

As mensagens de texto nojentas que mãe enviou secretamente para a própria filha em um terrível caso de catfishing que durou 2 anos

O documentário Número Desconhecido: Catfishing na Escola, recém-chegado à Netflix, apresenta um dos casos mais perturbadores de assédio virtual já registrados. A obra detalha o calvário de Lauryn Licari, uma adolescente de 13 anos que, a partir do final de 2020, viu sua rotina ser invadida por uma enxurrada de mensagens anônimas carregadas de crueldade.

O que começou com textos estranhos e isolados rapidamente se transformou em uma perseguição sistemática. Ao longo de 2021, Lauryn e seu namorado, Owen, passaram a conviver com ameaças de morte diárias. A gravidade da situação foi tamanha que atraiu a atenção do FBI, dando início a uma investigação complexa para rastrear a origem das ofensas.

O desfecho da investigação chocou a comunidade: o autor das ameaças era, na verdade, Kendra Licari, a própria mãe da vítima. Em uma cena marcante do documentário, o xerife Mike Main, do condado de Isabella, confronta Kendra, apontando que todas as mensagens, mesmo mascaradas, partiam do celular dela.

O conteúdo das mensagens era visceral. Kendra enviava textos como “você é a pessoa mais feia que já vi”, “desapareça” e incitava a filha ao suicídio, afirmando que “acabaria com a vida dela” caso ela não o fizesse por conta própria.

Diante das evidências, Kendra Licari confessou parte dos envios, embora tenha tentado se esquivar de uma admissão total. Ela acabou sendo condenada por duas acusações de perseguição contra menor, recebendo uma pena de até cinco anos de prisão.

Após deixar o sistema prisional, Kendra concedeu entrevista ao documentário tentando justificar suas ações sob uma perspectiva de falibilidade humana. Ela alegou que todos cometem erros e sugeriu que o público a rotulou injustamente como uma “vilã”. Segundo ela, seu comportamento teria sido motivado por traumas da própria adolescência, quando foi vítima de bullying, o que gerou um medo descontrolado de que a filha se afastasse dela ao crescer.

Atualmente, Lauryn reside em Michigan sob a guarda exclusiva de seu pai. O caso, que se estendeu por dois anos, serve como um alerta extremo sobre os perigos do cyberbullying e a fragilidade das relações familiares sob a pressão de instabilidades psicológicas. O documentário já pode ser conferido na plataforma da Netflix.

Paulo Bravo

Paulo Bravo

CEO e Fundador do Blog Detalhe Curioso (2025). Sua principal fonte de Curiosidades e Mistérios baseados em Fatos Reais. Veja mais artigos →