Você já parou para pensar qual smartphone um dos homens mais poderosos do planeta utiliza no dia a dia? Se você imaginou que Mark Zuckerberg, o criador do Facebook e dono da Meta, anda por aí com um iPhone de última geração, está enganado. O bilionário prefere navegar pelo ecossistema Android, especificamente utilizando dispositivos da linha Galaxy, da Samsung.
Essa preferência pode soar curiosa para quem associa o Vale do Silício quase exclusivamente à Apple, mas ela vai muito além do simples gosto pessoal.
A revelação veio à tona em uma conversa franca com o especialista em tecnologia Marques Brownlee, em 2020. Na ocasião, Zuckerberg explicou que, como líder de uma empresa que conecta bilhões de pessoas, ele precisa estar em sintonia com a realidade do usuário médio. Ele defende que, como a vasta maioria da população mundial utiliza aparelhos Android, é fundamental que ele vivencie a experiência de uso desses dispositivos para compreender como seus produtos — como WhatsApp e Instagram — funcionam na prática.
Na época, o executivo destacou o uso do Samsung Galaxy S23 Ultra. Trata-se de uma máquina potente, equipada com processador Snapdragon 8 Gen 2 e um sistema de câmeras que chega a impressionantes 200 MP. Para Zuckerberg, contar com um hardware robusto, tela de alta fidelidade e excelente desempenho é um requisito técnico para quem gerencia plataformas tão complexas e exigentes.
Do ponto de vista estratégico, a escolha faz todo o sentido. Enquanto a Apple detém uma fatia considerável do mercado americano, o Android domina cerca de 70% do cenário global, sendo hegemônico na Ásia, África e América Latina. Para o dono da Meta, garantir que o Instagram ou o WhatsApp rodem com fluidez em milhares de modelos diferentes de celulares Android — que variam desde opções de entrada até topos de linha — é uma prioridade de mercado absoluta.
Zuckerberg não é o único peso-pesado da tecnologia a seguir esse caminho. Figuras como Bill Gates e Jeff Bezos também já admitiram preferir o sistema do Google. No caso de Zuckerberg, a escolha é reforçada pela necessidade de integração constante com as novas fronteiras da Meta, como o metaverso e dispositivos de realidade virtual, que exigem uma compatibilidade multiplataforma ampla.
No fim das contas, a preferência do criador do Facebook serve como um lembrete de que, no topo da pirâmide tecnológica, a funcionalidade e o alcance global costumam falar mais alto do que o status. Mesmo para quem pode ter qualquer aparelho do mundo, o Android oferece a versatilidade necessária para quem molda a forma como nos comunicamos diariamente.