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YouTuber descobre uma ‘câmera secreta de raios X’ no celular que pode ver através das coisas

YouTuber descobre uma ‘câmera secreta de raios X’ no celular que pode ver através das coisas

Você já imaginou ter um smartphone que, por acidente, se comporta como um aparelho de raio-X? Esse foi o burburinho que tomou conta das redes sociais após o lançamento do CMF Phone 1, o novo modelo econômico da Nothing. A proposta da empresa era entregar um dispositivo acessível e divertido, mas foi uma funcionalidade não planejada que colocou o aparelho sob os holofotes.

Tudo começou quando o usuário @purely_maxwell compartilhou um vídeo curioso no Instagram. Ao utilizar um aplicativo de câmera de terceiros, ele percebeu que o sensor do celular conseguia enxergar através de certos objetos, como controles remotos, sacos plásticos escuros e até tecidos finos. As imagens, que rapidamente viralizaram, mostravam as entranhas eletrônicas de um controle remoto de TV, algo impossível de visualizar com a câmera padrão do aparelho ou a olho nu.

A internet, claro, reagiu com uma mistura de fascínio e bom humor. Enquanto alguns usuários brincavam sobre a possibilidade de usar o recurso para conferir a quantidade de batatas fritas dentro de um pacote, outros começaram a debater seriamente as implicações de privacidade dessa descoberta inusitada.

Diante da repercussão, Akis Evangelidis, cofundador da Nothing, precisou vir a público para esclarecer a situação. Ele explicou que não se trata de uma tecnologia secreta de raio-X, mas sim de uma particularidade técnica: o sensor de profundidade do CMF Phone 1 não possui o filtro de luz infravermelha convencional. Isso permite que ele capture comprimentos de onda que normalmente são invisíveis, tornando materiais acrílicos pretos, por exemplo, semitransparentes para a lente.

YouTuber descobre uma ‘câmera secreta de raios X’ no celular que pode ver através das coisas

Evangelidis reforçou que esse comportamento não pode ser replicado pelo aplicativo de câmera nativo do celular, sendo possível apenas via softwares externos que acessam o modo de desenvolvedor.

Ainda assim, reconhecendo as preocupações legítimas dos usuários sobre a exposição inadvertida de objetos ou questões de privacidade, a empresa tomou uma atitude rápida. A Nothing anunciou o lançamento de uma atualização de software para restringir o acesso de aplicativos de terceiros ao sensor de profundidade, garantindo que esse efeito de visão além do alcance seja desativado em breve.

Por enquanto, o caso fica marcado como um exemplo curioso de como a tecnologia, mesmo quando projetada para ser simples, pode esconder capacidades que nos fazem olhar para o mundo comum de uma forma completamente nova.