“Viúva negra”, de 56 anos, que envenenou seus 11 maridos enfrenta pena de morte

“Viúva negra”, de 56 anos, que envenenou seus 11 maridos enfrenta pena de morte

Durante mais de duas décadas, o Irã foi palco de uma série de crimes meticulosos que só vieram à tona em 2023. Kolsum Akbari, hoje com 56 anos, é acusada de uma sequência aterrorizante de assassinatos contra seus próprios maridos. O objetivo por trás de tanta frieza era o acúmulo de bens e propriedades, transformando casamentos em verdadeiras armadilhas mortais.

Kolsum focava em homens idosos e solitários, com quem se casava rapidamente. Após as uniões, ela utilizava um arsenal de métodos letais para eliminar os companheiros. O "modus operandi" incluía a administração de doses excessivas de medicamentos para pressão e diabetes, sedativos e até álcool industrial. Em situações onde a sutileza do veneno não bastava, ela recorria à força bruta, sufocando as vítimas com travesseiros ou toalhas.

Como as mortes coincidiam com problemas de saúde já existentes devido à idade avançada, os óbitos eram frequentemente tratados como naturais, permitindo que ela herdasse os bens e seguisse impune. O padrão era implacável: em 2013, Mirahmad Omrani, de 69 anos, faleceu apenas um mês após o matrimônio. Pouco tempo depois, o mesmo destino encontrou Esmail Bakhshi, de 62 anos, e Ganjali Hamzei, de 83, este último morto em apenas 43 dias de união.

A fachada de Kolsum começou a ruir com a morte de seu décimo primeiro marido, Gholamreza Babaei, de 82 anos. Desconfiado, o filho de Gholamreza iniciou uma investigação por conta própria, conectando os pontos após ouvir relatos de que o pai de um conhecido também teria morrido sob circunstâncias suspeitas após se casar com a mesma mulher.

“Viúva negra”, de 56 anos, que envenenou seus 11 maridos enfrenta pena de morte

Ao ser presa, a confissão de Kolsum chocou as autoridades pela falta de remorso. Ela não apenas admitiu os 11 assassinatos pelos quais é formalmente acusada, como chegou a sugerir que o número total de vítimas poderia ser ainda maior — entre 13 e 15 pessoas. Ela também responde por uma tentativa de homicídio ocorrida em 2020, quando tentou envenenar um marido com uma sopa, embora o homem tenha sobrevivido e apenas a expulsado de casa, sem prestar queixa na época.

O julgamento, realizado no Tribunal Revolucionário de Sari, avança enquanto as famílias das vítimas clamam pela pena de morte. O tribunal ainda aguarda os depoimentos dos 45 envolvidos no processo antes de proferir a sentença final que definirá o destino da mulher que ficou conhecida nacionalmente como a "Viúva Negra".

Em paralelo a esse caso, o cenário global viu um episódio similar na Austrália. Erin Patterson foi condenada pelo assassinato de três parentes de seu ex-marido após um jantar em 2023. O prato servido por ela, um "Beef Wellington", continha cogumelos altamente tóxicos, conhecidos como "chapéu-da-morte". O crime resultou na morte de três convidados, enquanto um quarto sobreviveu após um transplante de fígado. Ambos os casos, embora ocorridos em contextos distintos, revelam a natureza sinistra de ataques planejados sob a aparência de normalidade.