Uma das vozes mais conhecidas do movimento terraplanista acabou de protagonizar uma reviravolta curiosa. Jeran Campanella, figura carimbada entre os críticos da NASA e entusiasta fervoroso da teoria da Terra plana, admitiu publicamente que estava equivocado após uma experiência transformadora no gelo da Antártida.
A revelação aconteceu durante uma participação no canal The Final Experiment, no YouTube. O ponto de partida foi uma expedição nada barata: uma viagem de 35 mil dólares à Antártida, financiada por Will Duffy, um entusiasta do modelo científico convencional — ou, no vocabulário dos terraplanistas, um "globista".
O propósito da missão era simples, porém ambicioso: verificar in loco a existência do sol da meia-noite. Para quem acredita que o nosso planeta é um disco, esse fenômeno, no qual o sol permanece visível por 24 horas consecutivas, seria fisicamente impossível.
Ao retornar, o tom de Campanella foi de humildade. “Certo, pessoal, às vezes a gente se engana na vida”, confessou. Ele relembrou que, antes da viagem, tinha certeza absoluta de que o sol não permaneceria no céu durante o período noturno no continente gelado. No entanto, o respeito pela integridade de Duffy, que insistia na veracidade do fenômeno, acabou levando-o a conferir o fato pessoalmente.
Diante do que viu, o influenciador foi direto: “Não ouçam minhas crenças ou opiniões, isso não deveria importar. Mas vocês precisam aceitar que o sol faz exatamente o que os cientistas dizem: ele circula o continente sul”.
Como era de se esperar, a admissão causou um verdadeiro terremoto na comunidade terraplanista. Enquanto alguns buscaram explicações, outros não perderam tempo em atacar Campanella, rotulando-o como um "fantoche" ou "vendido" — termos usados por membros do grupo para descreditar quem se desvia do dogma central e passa a aceitar evidências científicas.
Nas redes sociais, o caso virou pauta de debates acalorados. No Reddit, internautas discutiram se essa insistência em teorias negacionistas não seria, muitas vezes, uma busca desenfreada por fama ou uma tentativa desesperada de conseguir vantagens, como viagens pagas.
A experiência de Campanella serve como um lembrete clássico de que, por mais enraizada que uma crença possa ser, a realidade observável acaba sendo um juiz implacável. Ao confrontar o mito com a experiência direta, o influenciador acabou encontrando, nas geleiras da Antártida, uma prova irrefutável de que, afinal, o mundo não é nada plano.