O mistério em torno de Riaz Ahmed Gohar Shahi, um líder espiritual que desapareceu sem deixar rastros no início dos anos 2000, voltou a ganhar destaque através dos seus seguidores. Mesmo após décadas, a Messiah Foundation International (MFI), organização fundada por ele, mantém viva uma profecia inquietante sobre um suposto fim da humanidade.
Tudo começou em 2000, com a publicação do livro The Religion of God. Escrito em urdu, a obra rapidamente conquistou milhares de adeptos ao redor do mundo. Nela, Shahi, que se apresentava como uma figura messiânica capaz de fundir elementos do cristianismo, islamismo e hinduísmo, alertava para uma catástrofe iminente: o impacto de um gigantesco cometa na Terra.
Segundo a visão do líder, o choque ocorreria em um prazo de 20 a 25 anos, servindo como um castigo divino diante da escalada de conflitos armados, da ambição desmedida pelo poder e do constante avanço das armas nucleares. Pouco depois de lançar a obra, em setembro de 2001, Shahi desapareceu, alimentando teorias e o fascínio de seus seguidores.
De acordo com as previsões da fundação, o impacto estaria marcado para 2026. Os membros do grupo alegam que o único modo de desviar o cometa seria através da paz global, descartando qualquer tentativa de intervenção humana ou tecnológica. Eles sustentam que governos mundiais já estariam cientes do perigo, embora nenhuma agência espacial ou observatório tenha registrado qualquer corpo celeste em rota de colisão com o nosso planeta. De fato, a ciência atual aponta que o cometa mais próximo está a uma distância segura de 273 milhões de quilômetros.
Apesar da falta de evidências científicas, o discurso apocalíptico segue firme na comunidade. Para os seguidores, o agravamento dos desastres naturais, o esgotamento dos recursos globais e a intensificação das tensões geopolíticas entre o Oriente e o Ocidente são sinais claros de que o prazo final se aproxima.
A MFI frequentemente aponta crises humanitárias em regiões como Gaza, Sudão e Congo como provas de que a humanidade entrou em uma fase de colapso moral. Em suas comunicações, o grupo lamenta a desvalorização da vida e a perda da fé, justificando a urgência de sua missão.
Enquanto a ciência mantém seu posicionamento baseado em fatos, a organização segue focada em sua pregação pela paz, mantendo a chama da profecia acesa enquanto o calendário avança rumo ao ano estipulado por seu antigo líder.