Pessoas estão queimando seus Labubus após descobrirem teoria da conspiração perturbadora

Pessoas estão queimando seus Labubus após descobrirem teoria da conspiração perturbadora

Eles têm um sorriso largo, dentes afiados, olhos arregalados e uma energia que transita entre o fofo e o provocador. Os Labubus se tornaram uma febre mundial, arrastando multidões para filas intermináveis e fazendo colecionadores desembolsarem fortunas por um único exemplar. Mas, por trás da febre das prateleiras, uma sombra começou a crescer na internet: uma teoria conspiratória que transformou esses bonecos em alvos de fogueiras e medo.

Criados pelo artista de Hong Kong, Kasing Lung, como parte de sua série de livros ilustrados The Monsters, os personagens eram originalmente uma tribo de elfos. A explosão comercial ocorreu em 2019, quando a gigante chinesa POP MART transformou as ilustrações em objetos de desejo. De repente, ter um Labubu – ou vários – tornou-se o auge do status na cultura pop.

Pessoas estão queimando seus Labubus após descobrirem teoria da conspiração perturbadora

A estética peculiar dos bonecos, porém, acabou sendo o combustível para uma teoria bizarra que circula nas redes sociais. Internautas começaram a associar o nome Labubu à figura de Pazuzu, o temido demônio dos ventos da mitologia mesopotâmica. Conhecido historicamente como uma entidade poderosa que, apesar de ser assustadora, servia como amuleto de proteção, Pazuzu ganhou fama global como o antagonista aterrorizante do clássico O Exorcista.

Embora o design do brinquedo não guarde semelhanças físicas óbvias com as representações arqueológicas do demônio, a semelhança sonora entre os nomes e o sorriso sinistro do boneco foram o suficiente para criar o pânico. A partir disso, o que era um item de coleção começou a ser visto por alguns como uma "porta de entrada" para forças malignas.

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O medo tomou proporções virais no TikTok. Usuários começaram a publicar vídeos destruindo suas coleções, muitas vezes através do fogo, em um ritual de descarte dramático. Uma das publicações que mais chamou a atenção foi a de @jessicavibezx, que queimou seu boneco após afirmar que a peça traria ruína à sua vida, chegando a descrever o objeto como uma "besta de tormento".

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Nas redes sociais, o debate é intenso. Enquanto colecionadores argumentam que tudo não passa de uma coincidência linguística somada à criatividade fértil da internet, muitos outros levam o alerta a sério. "Não convide demônios para dentro de casa", alertam comentários no Twitter, consolidando a ideia de que o design, que antes era apenas "travesso", agora carrega um peso espiritual indesejado.

Seja por pura superstição ou por uma reação exagerada aos mistérios da web, o fato é que o Labubu conseguiu um feito raro: além de dominar o mercado de colecionáveis, ele agora ocupa o centro de uma lenda urbana contemporânea. O sorriso dos bonecos continua o mesmo, mas para uma parcela crescente do público, aquela expressão de plástico deixou de ser um simples enfeite para se tornar um sinal de alerta.