O cenário político norte-americano permanece sob o impacto constante de dois de seus nomes mais influentes: Barack Obama e Donald Trump. Um levantamento recente realizado pela Universidade Marquette, que ouviu 1.005 adultos entre os dias 5 e 24 de setembro, traçou um panorama claro sobre como o eleitorado percebe essas duas figuras centrais.
Os números revelam uma disparidade marcante na popularidade entre ambos. Barack Obama mantém uma avaliação favorável de 57%, enquanto 40% dos entrevistados possuem uma visão negativa, o que resulta em um saldo positivo de 17 pontos. Em contrapartida, Donald Trump apresenta 42% de aprovação e 57% de rejeição, acumulando um saldo negativo de 15 pontos.
Essas métricas ganham relevância especial às vésperas de eleições cruciais para governos estaduais em Nova Jersey e Virgínia, marcadas para 4 de novembro. Esses pleitos são vistos como um termômetro essencial para entender o humor dos eleitores antes das eleições legislativas de 2026.
Nesse contexto, Obama, aos 64 anos, intensificou sua participação na campanha, subindo aos palcos em Newark e Norfolk para reforçar o apoio a candidatas democratas. Em tom mais agressivo do que o habitual, o ex-presidente criticou duramente a gestão republicana, questionando políticas de saúde, o tratamento a imigrantes e a postura diante da liberdade de expressão.
Para Meena Bose, especialista da Universidade Hofstra, o carisma de Obama ainda carrega o peso da promessa de "esperança e mudança" de 2008, o que mantém sua imagem preservada no imaginário público.
A pesquisa da Marquette expandiu a análise para outros ex-presidentes. Ronald Reagan permanece no topo da lista como o mais bem avaliado, com um saldo positivo de 28 pontos. George H.W. Bush segue com 17 pontos, enquanto Bill Clinton e George W. Bush empatam com 8 pontos.
Em uma posição bem mais desafiadora encontra-se o atual presidente, Joe Biden. Com um saldo negativo de 24 pontos, ele detém o índice mais baixo entre os líderes avaliados. Analistas sugerem que a decisão de Biden de abandonar a corrida presidencial possa ter contribuído para o desgaste recente de sua imagem perante a opinião pública.
Enquanto os democratas tentam utilizar a rejeição a Trump como uma estratégia para impulsionar seus candidatos em estados-chave, os republicanos enfrentam o desafio de reverter essa tendência. Especialistas apontam que, em estados como Nova Jersey, os republicanos precisariam de um esforço extraordinário nas urnas para superar a vantagem democrata, uma vez que a popularidade de Obama continua sendo uma peça-chave no tabuleiro político atual.