Mulher relembra como sobreviveu após ser enterrada viva por três dias após sequestro

Mulher relembra como sobreviveu após ser enterrada viva por três dias após sequestro

Em dezembro de 1968, um sequestro brutal chocou os Estados Unidos e mudou para sempre a vida de Barbara Jane Mackle. Estudante da Universidade de Emory e herdeira da poderosa Deltona Corp, Barbara foi levada em uma trama arquitetada para testar os limites do medo e da resistência humana.

Tudo começou em um motel, onde a jovem se recuperava de uma indisposição ao lado de sua mãe, Jane. Durante a madrugada, por volta das 4h, a dupla de sequestradores — Gary Steven Krist, um fugitivo da justiça, e sua comparsa, Ruth Eisemann-Schier — invadiu o quarto disfarçada de autoridades, alegando falsamente que o namorado de Barbara havia sofrido um acidente.

Após renderem a mãe com clorofórmio, os criminosos levaram a jovem para uma área isolada no Condado de Gwinnett. Lá, o plano macabro se concretizou: Barbara foi colocada dentro de uma caixa ventilada, equipada apenas com água, comida e sedativos, e enterrada a cerca de 45 centímetros de profundidade.

Mulher relembra como sobreviveu após ser enterrada viva por três dias após sequestro

"O som da terra foi ficando cada vez mais distante. Finalmente, não consegui mais ouvir nada acima de mim. Gritei por muito tempo depois disso", relatou Barbara em seu diário sobre as horas que se seguiram.

Por trás do crime, não havia apenas a ganância pelo resgate de 500 mil dólares. Tommy Morris, ex-oficial de condicional de Krist, revelou que o sequestrador buscava uma vítima com força mental específica. Para ele, o objetivo principal era provar que seria capaz de manter alguém vivo sob a terra por dias, tratando a vida de Barbara como um experimento cruel.

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Enquanto a família, dona de uma empresa avaliada em 65 milhões de dólares na época, corria contra o tempo para atender às exigências dos criminosos, Barbara sobrevivia ao confinamento subterrâneo focando na imagem de um Natal em família, recusando-se a sucumbir ao desespero total.

O desfecho ocorreu quando os sequestradores finalmente revelaram a localização da jovem ao FBI. Barbara foi encontrada com vida, encerrando três dias de um pesadelo indescritível. Após o resgate, a perseguição policial foi implacável: Krist foi capturado na Flórida enquanto tentava fugir em uma lancha comprada com o valor do resgate, enquanto Eisemann-Schier acabou sendo descoberta meses depois, após deixar suas digitais em uma ficha de emprego.

Gary Steven Krist foi sentenciado à prisão perpétua, enquanto Ruth Eisemann-Schier foi deportada após cumprir sua pena. O caso de Barbara Mackle permanece, décadas depois, como um dos relatos mais aterrorizantes de sobrevivência da história criminal americana, imortalizando a força extraordinária de uma jovem que conseguiu suportar o que muitos considerariam impossível.