Mãe que insistia que alguém estava vivendo no sótão foi medicada com antipsicóticos antes da polícia fazer descoberta grave

Chloe era uma jovem mãe que vivia em um conjunto habitacional recém-construído em Gravesend, no condado de Kent. Seu apartamento ficava no último andar, posicionado logo abaixo de um sótão que se estendia por toda a cobertura do bloco de edifícios. O que começou como uma rotina tranquila em sua nova casa logo se transformou em uma experiência que desafiou sua sanidade e a percepção das pessoas ao seu redor por um longo período.

Tudo começou quando ela notou que a escotilha de acesso ao sótão, localizada no teto de seu corredor, aparecia aberta sem explicação. No início, Chloe achou a situação estranha, mas tentou não dar importância ao fato.

Com o passar do tempo, a frequência das ocorrências aumentou e ela passou a ouvir sons de passos vindos da parte de cima. Ao questionar os vizinhos e amigos sobre os barulhos, a resposta era sempre negativa. Um amigo que morava no andar de baixo tentava tranquilizá-la dizendo que não havia ninguém ali, mas Chloe permanecia convicta de que algo estava errado.

O diagnóstico e o isolamento

Ela falou abertamente sobre o incidente no TikTok. (TikTok/cspooner.25)

O ceticismo das pessoas próximas começou a afetar a saúde mental de Chloe. Como ela já tinha um histórico de ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático, familiares e amigos acreditaram que ela estava sofrendo alucinações ou passando por um episódio psicótico. Ela buscou ajuda médica e relatou suas suspeitas. “Quando vi o médico, eu disse a eles: ‘acho que tem alguém no sótão e que há pessoas entrando e saindo da minha casa. Eu realmente acreditava nisso'”, relatou Chloe.

Por causa desses relatos, os médicos prescreveram quetiapina, um antipsicótico de segunda geração utilizado para tratar condições graves como esquizofrenia e transtorno bipolar. Chloe descreveu o período em que tomou a medicação como uma fase em que se sentia um “zumbi” e “não uma pessoa real”.

Mesmo sob o efeito do remédio, os sinais de invasão persistiam. Ela chegou a conversar com o vizinho da porta ao lado, cujo apartamento também ficava abaixo do sótão, mas ele negou categoricamente ouvir qualquer barulho. “Ele disse que não ouvia nada e disse que não era verdade”, relembrou ela.


A descoberta da verdade

Após cerca de dois meses utilizando a medicação pesada, Chloe estava em casa quando a escotilha do sótão foi aberta escancaradamente diante de seus olhos. Naquele momento, ela viu um homem olhando diretamente para ela de dentro da cavidade do teto.

“Ele estava me encarando e eu corri escada abaixo para a minha amiga gritando por socorro”, contou. Diante da descrença inicial da amiga, Chloe rebateu o argumento da alucinação questionando por que, mesmo medicada com antipsicóticos, ela continuava vendo a mesma figura.

A polícia foi acionada e realizou uma varredura no espaço superior do edifício. Os agentes encontraram um homem vivendo no local, junto com bolsas e mochilas armazenadas na estrutura. A investigação revelou que o vizinho de Chloe, que anteriormente negou ouvir qualquer som, estava ajudando o homem. O invasor era um amigo dele que estava desabrigado e recebia auxílio para se esconder no sótão compartilhado.

A empresa responsável pelo condomínio, Moat Housing, confirmou que o incidente ocorreu há nove anos e que, na época, colaborou com as autoridades para realizar uma prisão. O acesso ao sótão foi reforçado e lacrado logo após o ocorrido para evitar novos casos de invasão. Chloe, que hoje compartilha sua história em redes sociais, afirmou que na hora da prisão sentiu um misto de alívio e satisfação por provar que não estava imaginando os eventos.