Homem tenta mudar idade em tribunal para ter mais sucesso no Tinder

Homem tenta mudar idade em tribunal para ter mais sucesso no Tinder

Um holandês de 75 anos buscou a justiça para envelhecer menos e turbinar seu perfil no Tinder. Aos 69 anos, Emile Ratelband, palestrante motivacional e ex-político, sentiu na pele o peso da idade no mundo dos aplicativos de namoro.

Ele percebeu que sua idade real, 69 anos, estava funcionando como uma barreira. Menos curtidas, mais rejeições. Para Ratelband, era claro: a idade era o obstáculo que o impedia de ter sucesso nas redes de relacionamento.

Inconformado com o que chamou de discriminação etária, ele tomou uma atitude drástica: entrou com um pedido judicial para mudar oficialmente sua idade, com o objetivo de se tornar 20 anos mais novo. A lógica era simples: com 49 anos no papel, ele acreditava que teria muito mais sorte em diversos aspectos da vida.

A ambição de Ratelband não parava nos encontros. Ele argumentava que uma idade legal mais baixa abriria portas em outras áreas, como conseguir um novo emprego, comprar um carro diferente e até mesmo adquirir uma nova casa. Para ele, a mudança traria uma "posição luxuosa", tanto na vida pessoal quanto profissional.

A proposta gerou polêmica, especialmente quando o holandês comparou a mudança de idade à de gênero. Ele defendia que, se as pessoas podem mudar de nome e gênero, por que não de idade? Essa comparação, claro, não caiu bem, principalmente entre a comunidade transgênero.

Apesar da controvérsia, Ratelband seguiu firme em sua batalha judicial. No tribunal, ele argumentou que se sentia mais jovem do que sua idade oficial, tanto física quanto mentalmente, e que sua identidade legal deveria refletir isso. Ele comparou seu pedido à liberdade de outras mudanças de identidade que são aceitas pela lei.

Contudo, a justiça não deu o braço a torcer. Em dezembro de 2018, o tribunal decidiu contra seu pedido. O juiz explicou que a idade está ligada a muitos direitos e que alterá-la causaria complicações em larga escala no sistema legal. Apesar de reconhecer o direito de Ratelband de se sentir jovem, o tribunal ressaltou que esse sentimento não justifica a modificação de documentos oficiais.

O caso, por mais incomum que seja, abriu debates importantes sobre preconceito etário, identidade e os limites do reconhecimento legal da autopercepção.