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Homem que foi informado que seu ronco era incurável morreu enquanto dormia após colocar absorventes internos no nariz

Homem que foi informado que seu ronco era incurável morreu enquanto dormia após colocar absorventes internos no nariz

O desespero por uma noite de sono reparadora pode, por vezes, levar pessoas a tomarem decisões extremas e fatais. Um caso emblemático ocorrido em 1996 serve como um alerta severo sobre os perigos de buscar soluções caseiras para problemas de saúde que deveriam ser tratados por especialistas.

O protagonista dessa história foi Mark Gleeson, um jovem britânico de 26 anos. Após sofrer um acidente de trânsito, Mark passou a lidar com complicações sinusais crônicas que resultaram em um ronco extremamente alto. O ruído era tão intenso que se tornou alvo constante de brincadeiras por parte de seus familiares, mas, para ele, a situação era uma fonte real de sofrimento e frustração.

Ao buscar auxílio médico, Mark recebeu a desanimadora notícia de que seu problema não teria uma cura simples. Sentindo-se impotente e sem alternativas, ele e sua namorada, Tracey Lambert, decidiram buscar por conta própria uma forma de interromper o barulho noturno.

Foi então que surgiu a ideia perigosa: utilizar absorventes internos para obstruir as vias nasais e, supostamente, impedir a passagem de ar que causava o ronco. Em uma noite trágica, após ingerir vinho e medicamentos para dormir, Mark colocou os absorventes no nariz e foi se deitar.

Na manhã seguinte, Tracey o encontrou sem vida no sofá de casa, em Surrey, na Inglaterra. O exame legista confirmou que o jovem morreu por asfixia; a obstrução causada pelos absorventes, somada ao efeito sedativo dos remédios, impediu que ele respirasse corretamente durante o sono.

Esse caso trágico reforça a importância de nunca negligenciar orientações médicas profissionais. O ronco, embora muitas vezes visto apenas como um inconveniente, pode ser um sintoma de condições mais graves, como a apneia obstrutiva do sono, que exige acompanhamento clínico especializado, mudanças no estilo de vida ou uso de dispositivos aprovados pela medicina.

A automedicação ou o uso de métodos "milagrosos" improvisados sem embasamento científico coloca vidas em risco. Hoje, a tecnologia médica oferece diagnósticos muito mais precisos e seguros para quem sofre de distúrbios respiratórios noturnos, tornando desnecessário — e inaceitável — recorrer a medidas que ignorem o funcionamento básico do nosso organismo.