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Fisiculturista de 32 anos luta pela vida após vício em remédio comum, sem conhecer seus perigosos efeitos colaterais

Fisiculturista de 32 anos luta pela vida após vício em remédio comum, sem conhecer seus perigosos efeitos colaterais

A busca pela forma física perfeita pode esconder sombras fatais. Zak Wilkinson, um fisiculturista britânico de 32 anos, é a prova viva de que a obsessão por músculos pode transformar uma rotina de disciplina em um pesadelo. O que parecia ser uma vida dedicada ao esporte, com treinos rigorosos e uma dieta restrita, revelou-se, na verdade, uma batalha desesperada pela sobrevivência.

Natural de Middlesbrough, no Reino Unido, Wilkinson vivia em função de resultados. Sua dieta era composta estritamente por cinco itens: frango, arroz, brócolis, claras de ovo e bife. Sem espaço para desvios, ele combinava horas de musculação com sessões exaustivas de exercícios aeróbicos. No entanto, por trás dessa fachada de saúde, escondia-se um hábito perigoso: o uso contínuo de esteroides anabolizantes.

Fisiculturista de 32 anos luta pela vida após vício em remédio comum, sem conhecer seus perigosos efeitos colaterais

Durante 13 anos, o fisiculturista injetou hormônios sintéticos, chegando a três doses diárias. A situação se agravou drasticamente a partir de 2023, quando seu vício consumiu cerca de 750 libras mensais — quase 5 mil reais — em substâncias ilícitas. O corpo, submetido a uma sobrecarga extrema, acabou entrando em colapso. Em março de 2023, após episódios severos de vômitos e convulsões, ele foi internado às pressas.

Fisiculturista de 32 anos luta pela vida após vício em remédio comum, sem conhecer seus perigosos efeitos colaterais

O estado de saúde era crítico, levando os médicos a induzirem um coma que durou uma semana. Ao despertar, Wilkinson enfrentou o desafio de reaprender funções básicas, como caminhar e falar. O custo do vício foi altíssimo: ele estima ter gasto mais de 35 mil libras com os esteroides ao longo dos anos, resultando em sequelas como epilepsia, transtorno de estresse pós-traumático e distúrbios alimentares.

Para o professor Adam Taylor, especialista em anatomia da Universidade de Lancaster, o caso de Wilkinson reflete uma crise silenciosa. O uso indiscriminado de esteroides androgênicos anabolizantes tem se tornado um problema de saúde pública, impulsionado por uma cultura de redes sociais que glamouriza o físico em detrimento dos riscos. Danos cerebrais, paradas cardíacas e problemas crônicos de mobilidade são ameaças reais, frequentemente ignoradas por quem busca atalhos.

Fisiculturista de 32 anos luta pela vida após vício em remédio comum, sem conhecer seus perigosos efeitos colaterais

Hoje, em processo de reabilitação, Wilkinson lamenta ter acreditado na ilusão de que era o homem mais forte e saudável do ambiente. Pai de uma criança de três anos, ele hoje utiliza sua experiência traumática para alertar outros jovens sobre a realidade por trás do culto ao corpo perfeito. Sua história deixa um aviso claro: a busca pela perfeição estética a qualquer preço pode exigir o sacrifício da própria vida.