Uma polêmica envolvendo fantasias de Halloween tomou conta das redes sociais nos últimos dias, após um vídeo viralizar no TikTok. Na gravação, que já foi removida da plataforma, dois estudantes universitários aparecem caracterizados como o magnata da música Sean “Diddy” Combs e uma garrafa de óleo de bebê, em uma alusão direta aos graves processos criminais que o rapper enfrenta atualmente.
A parte mais criticada da exibição foi a escolha do estudante em usar maquiagem para simular "blackface" enquanto vestia um blazer escuro, gravata borboleta e tênis brancos. Ao seu lado, a outra pessoa usava um chapéu rosa e uma camisa estampada com um adesivo da marca "Johnson’s baby", referenciando as mil garrafas de óleo de bebê que, segundo a acusação do Distrito Sul de Nova York, foram encontradas nas propriedades de Combs em Miami e Los Angeles.
Embora o vídeo tenha sido deletado e as contas dos responsáveis desativadas, as imagens circularam intensamente. Especula-se que os envolvidos sejam estudantes da Universidade Estadual de San Diego (SDSU), na Califórnia.
A reação do público foi imediata e severa. Internautas condenaram não apenas o uso da prática racista de blackface, mas também a banalização de crimes sexuais graves. Comentários apontavam a atitude como repugnante, questionando a falta de noção e a moral dos envolvidos ao tratar acusações tão sérias como um entretenimento de Halloween.
Atualmente, Sean “Diddy” Combs encontra-se detido no Centro de Detenção Metropolitana, no Brooklyn, sem direito a fiança. Ele responde a acusações de tráfico sexual, extorsão e transporte para fins de prostituição, com novas alegações surgindo constantemente.
A Universidade Estadual de San Diego posicionou-se oficialmente, afirmando que está apurando a identidade dos envolvidos e a veracidade das informações. Em nota, a instituição foi enfática ao declarar que o uso de blackface e qualquer comportamento que minimize agressões sexuais são profundamente ofensivos e contrários aos valores de respeito que a universidade busca promover.
O caso reacende o debate sobre os limites do humor, a importância da sensibilidade social e o impacto do uso indevido de eventos trágicos e polêmicos como tema de fantasias.