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Especialista em linguagem corporal analisa o que aconteceu quando Melania “virou o rosto” ao Trump ao tentar beijá-la durante a posse

Especialista em linguagem corporal analisa o que aconteceu quando Melania “virou o rosto” ao Trump ao tentar beijá-la durante a posse

A segunda posse de Donald Trump como o 47º presidente dos Estados Unidos foi um evento marcado não apenas por decisões políticas, mas por momentos que colocaram sob os holofotes a dinâmica privada entre ele e a primeira-dama, Melania Trump. Logo na chegada ao Capitólio, para o serviço religioso que simboliza a transição de poder, um gesto específico capturou a atenção de analistas de comportamento.

Enquanto caminhava em direção à entrada do salão, Donald Trump exibiu o que a especialista em linguagem corporal Judi James definiu como uma presença alfa contida. Em um gesto que remetia ao tom solene de cerimônias de casamento, ele segurou a mão de Melania e inclinou-se na tentativa de selar o momento com um beijo nos lábios.

No entanto, a reação da primeira-dama foi imediata. Usando um chapéu de abas largas, Melania desviou o rosto, transformando o que seria um beijo frontal em um cumprimento lateral na bochecha. Segundo James, em entrevista à Paddy Power, o movimento foi calculado: Melania optou por um contato no ar, mantendo uma distância estratégica, o que resultou em um beijo que, visualmente, parecia um gesto de cortesia, mas que na prática não houve contato direto entre os lábios.

O vestuário de Melania, por sinal, também entrou na mira dos especialistas. Darren Stanton, outro nome renomado na leitura de linguagem corporal, observou que o acessório imponente poderia servir como uma espécie de barreira, oferecendo à primeira-dama a possibilidade de proteger sua privacidade ou ocultar o rosto, se necessário. Além disso, a escolha da cor azul-marinho — tom frequentemente associado ao Partido Democrata — levantou especulações sobre a mensagem por trás do visual.

Além do episódio do beijo, a falta de conexão emocional durante o trajeto foi notada por Stanton, que classificou a entrada do casal como atípica. O especialista pontuou a ausência de sorrisos, trocas de olhares ou o costumeiro andar de mãos dadas, descrevendo a interação como fria.

Donald Trump, por sua vez, manteve uma postura contida durante toda a cerimônia. James notou o uso frequente de um sorriso com os lábios comprimidos, sugerindo uma seriedade calculada e um foco total na nova responsabilidade do cargo.

Essas análises sobre a comunicação não verbal do casal oferecem um raro vislumbre da realidade por trás das aparências no topo da política americana. Entre o rigor das vestimentas e a distância física notada pelos especialistas, o evento demonstrou como cada detalhe de um casal em posição de poder é dissecado sob o intenso escrutínio público.