Donald Trump voltou a causar alvoroço ao adotar uma estratégia de arrecadação de fundos pouco convencional. Desta vez, o ex-presidente americano disparou e-mails para sua base de apoiadores com um pedido inusitado: contribuições de 15 dólares para ajudá-lo a “chegar ao céu”.
A mensagem, intitulada “Quero tentar chegar ao Paraíso”, foi redigida em primeira pessoa. No texto, Trump argumenta que eventos cruciais de sua vida — como sua vitória eleitoral em 2016, sua sobrevivência a uma tentativa de assassinato e a gestão econômica de seu mandato — seriam evidências de uma missão divina.
A convocação mantém o tom combativo habitual do político. “Este é o nosso momento de mostrar ao mundo que nunca recuaremos, nunca cederemos e nunca nos renderemos em nossa luta para salvar este país”, declarou, instando seus seguidores a participarem de uma blitz de arrecadação de 24 horas. A veracidade do e-mail, que circulou amplamente, foi confirmada pelo portal de verificação Snopes.
A campanha, no entanto, gerou reações mistas e ironia nas redes sociais. A timing da mensagem foi alvo de críticas, especialmente devido a boatos que circulavam na internet sobre o suposto falecimento de Trump. Usuários no X (antigo Twitter) questionaram a coerência de pedir apoio espiritual enquanto tenta convencer o público de sua vitalidade.
Essa não é a primeira vez que o magnata aborda temas metafísicos com o seu estilo peculiar. Em entrevista à Fox and Friends, ele chegou a admitir, entre risos, que sua reputação em esferas espirituais pode não ser das melhores. “Ouvi dizer que não estou indo muito bem. Estou na parte de baixo da hierarquia. Mas quero tentar chegar ao céu, se possível”, afirmou na ocasião, conectando de forma inusitada sua vida pessoal a questões geopolíticas, como a guerra na Ucrânia.
O episódio entra para a lista de momentos excêntricos que marcam a trajetória pública de Trump. Seja vendendo produtos oficiais ou promovendo eventos inusitados, o político continua a usar sua marca pessoal para desafiar padrões e manter seus apoiadores engajados, mesmo quando as abordagens beiram o bizarro.