Bryan Johnson, o polêmico entusiasta do biohacking, voltou a atrair olhares curiosos. Aos 47 anos, ele se tornou famoso por investir cerca de US$ 2 milhões — o equivalente a mais de R$ 10 milhões — em um projeto pessoal chamado "Blueprint". Sua meta ambiciosa é nada menos que desafiar a biologia humana e reverter o envelhecimento.
Desta vez, porém, o que chamou a atenção não foi um gráfico de performance, mas uma revelação peculiar: o empreendedor admitiu, sem rodeios, que sua urina está azul.
A explicação para a mudança de cor, compartilhada pelo próprio Johnson, é o uso do azul de metileno, substância que ele incorporou ao seu regime em agosto deste ano. O composto é um medicamento aprovado pela FDA, nos Estados Unidos, utilizado principalmente para tratar a metaemoglobinemia, um distúrbio raro em que o sangue perde a capacidade eficiente de transportar oxigênio.
Embora o uso clínico seja restrito a essa condição médica, o efeito colateral mais notável do azul de metileno é a alteração visual na excreção do paciente. Questionado sobre o porquê de ingerir um composto tão específico, Johnson manteve o tom enigmático e bem-humorado, chegando a brincar que sua decisão foi inspirada pelo filme dos Smurfs ou pela estética de Avatar.
Apesar das brincadeiras, o protocolo de Johnson é tudo, menos uma diversão. Sua rotina, que já foi tema de um especial na Netflix, envolve dieta controlada, exercícios monitorados e terapias de luz. Ele afirma, por exemplo, que seus exames apontam funções biológicas de um homem muito mais jovem, com indicadores de saúde que, segundo ele, comparam-se aos de alguém com menos de 40 anos.
Junto à introdução do azul de metileno, Johnson também iniciou a Terapia de Hipóxia-Hiperóxia Intermitente (IHHT). Esse método consiste em alternar ciclos de respiração com baixo e alto teor de oxigênio, com a promessa de turbinar a reparação celular, melhorar a função cognitiva e otimizar a contagem de glóbulos vermelhos.
A urina colorida acaba se tornando um "marcador visual" bizarro dessa jornada extrema. Para Bryan Johnson, cada nova substância ou terapia é apenas mais uma peça no quebra-cabeça de sua busca por uma longevidade radical. Resta saber até onde o projeto Blueprint levará os limites da resistência humana.