Será que estamos sozinhos no universo? Para a renomada cientista espacial britânica Maggie Aderin-Pocock, a resposta é um sonoro não. Em suas análises recentes, ela defende a ideia de que a existência de vida extraterrestre é praticamente uma certeza matemática, ainda que um encontro cara a cara com esses seres permaneça uma possibilidade remota.
Aderin-Pocock baseia seu otimismo na enorme quantidade de exoplanetas já catalogados em nossa galáxia que compartilham características com a Terra. Para ela, não se trata apenas de mundos que poderiam abrigar a vida como a conhecemos, mas também de lugares com condições exóticas, capazes de sustentar formas de vida que desafiam nossa imaginação biológica.
No entanto, o otimismo sobre a existência encontra barreiras brutais na realidade da física: a vastidão do cosmos. Segundo a cientista, as distâncias entre as estrelas são tão astronômicas que dificultam qualquer tipo de comunicação ou exploração, tornando o contato algo extremamente complexo.
Existe ainda um fator temporal que costuma ser ignorado. Aderin-Pocock ressalta que o universo é antigo demais. É perfeitamente possível que alienígenas tenham visitado a Terra há milhões de anos, muito antes de a humanidade sequer existir. Em um exercício de imaginação, ela sugere: imagine que uma nave pousou aqui eras atrás. Ao abrir as portas, esses viajantes teriam se deparado apenas com dinossauros.
Essa linha de raciocínio se alinha com a famosa Equação de Drake, que tenta estimar quantas civilizações ativas existem na Via Láctea. O ponto crítico é a longevidade: a civilização humana é apenas um piscar de olhos na escala do tempo cósmico. A chance de duas civilizações tecnológicas coexistirem e se cruzarem no mesmo ponto do espaço e do tempo é, estatisticamente, muito pequena.
Por fim, a cientista levanta um alerta sobre o que aconteceria se, um dia, fôssemos nós os encontrados. Dada a imensidão do tempo, qualquer civilização capaz de viajar até nós provavelmente estaria muito à frente da nossa tecnologia e desenvolvimento. Se o contato realmente ocorrer, o cenário poderia ser bastante desigual, colocando a humanidade em uma posição de clara desvantagem.