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Rússia ameaça bombardear a Europa com lista de “alvos potenciais” em mensagem preocupante

Rússia ameaça bombardear a Europa com lista de “alvos potenciais” em mensagem preocupante

O conflito entre Rússia e Ucrânia acaba de entrar em uma fase ainda mais perigosa, elevando a tensão militar e diplomática a um nível alarmante. Em uma movimentação agressiva, o governo russo lançou um alerta direto a diversas empresas instaladas na Europa, sob a justificativa de que essas companhias estariam impulsionando a produção e o fornecimento de drones para as forças ucranianas.

O estopim para essa escalada foi uma série de novos pacotes de ajuda militar anunciados por aliados ocidentais. Entre os compromissos bilionários estão uma promessa de 4 bilhões de euros da Alemanha, 9 bilhões de euros da Noruega e o envio massivo de 120 mil drones pelo Reino Unido.

No dia 15 de abril de 2026, o Ministério da Defesa da Rússia oficializou a pressão ao publicar uma lista detalhando 11 empresas ucranianas com operações em solo europeu — especificamente no Reino Unido, Alemanha e Holanda. Segundo Moscou, o aumento na produção desses VANTs, financiado por capitais europeus, seria uma tentativa deliberada de expandir a capacidade de ataque da Ucrânia contra o território russo, diante da escassez de tropas enfrentada por Kiev.

O tom das autoridades russas é de ameaça explícita. O Ministério da Defesa acusou os líderes europeus de arrastarem seus próprios países para um conflito direto com a Rússia, sugerindo que a população local deveria ser informada sobre a existência e a localização exata dessas fábricas de armamento em suas cidades.

A retórica subiu de tom com Dmitry Medvedev, vice-chefe do Conselho de Segurança da Rússia. Em uma postagem direta e agressiva na rede social X, ele foi categórico ao afirmar que as coordenadas das empresas listadas agora devem ser tratadas como alvos militares legítimos.

A lista de Medvedev incluiu cidades como Londres, Leicester e Mildenhall (Reino Unido), Munique (Alemanha), Vilnius (Lituânia), Riga (Letônia) e Hengelo (Holanda), além de instalações na Polônia, Dinamarca e República Tcheca. O ex-presidente russo encerrou sua mensagem com um tom irônico e inquietante: "Durmam bem, parceiros europeus!".

Todo esse cenário de tensão ocorre em um momento de fragilidade para a OTAN. A aliança lida com a incerteza quanto ao apoio futuro dos Estados Unidos, especialmente após sinais de Donald Trump sobre a possível retirada americana da organização, motivada por atritos com a França e o Reino Unido. Diante desse risco de desestabilização, países europeus já buscam alternativas estratégicas para garantir sua segurança sem a dependência da estrutura militar norte-americana.